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Thomaz Bellucci relembra 6 x 0 em Djokovic: “Um marco”

O agora tenista aposentado traça planos para estar presente em outra função no esporte

Thomaz Bellucci
Thomaz Bellucci cumprimenta Novak Djokovic após jogo - Shutterstock

9 de junho é o Dia do Tenista, data que é comemorada em todo Brasil já que o Dia Mundial do Tênis é celebrado em 6 de março. O objetivo desta data é homenagear todos os atletas amadores e profissionais. Quem desfruta deste momento é Thomaz Bellucci, de 35 anos, que lembrou do jogo em que aplicou 6 x 0 em um set no sérvio Novak Djokovic, de 36 anos.

A lembrança de Thomaz Bellucci em cima de Djokovic

“Foi um jogo interessante. Djokovic era número 1 do mundo. Joguei muito bem esse jogo e foi uma surpresa ter ganhando esse set de 6 x 0. Eu realmente não esperava. Foi um jogo em que às vezes você entra sem pretensão, começa jogando bem, não tinha nenhuma responsabilidade de ganhar, e ele com a responsabilidade”, lembrou Thomaz em entrevista exclusiva para o Sport Life.

Esse tipo de feito no tênis é conhecido como “pneu”. Outra curiosidade é que a última vez que Djokovic sofreu um pneu foi em 2012, na final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, para o suíço e hoje aposentado Roger Federer.

Bellucci concluiu esse 6 x 0 em 24 minutos. No entanto, Djokovic se recuperou nesse embate e virou para 2 sets a 1, com as parciais de 0/6, 6/3 e 6/2 em 1h37 de tempo de jogo. Esse confronto antecedeu as quartas de final do Masters de Roma na temporada de 2016.

“Foi muito legal e um marco na carreira. Todo mundo que me vê fala desse jogo contra o Djokovic. Ele é um grande jogador e tive o privilégio de jogar contra ele, Rafael Nadal e Federer. Foram jogos marcantes por tudo que eles representam no tênis”, admitiu.

Prefere Nadal, Federer ou Djokovic?

“Eu escolho o Federer, que é o meu maior ídolo no tênis. É um cara que toda hora que jogava eu parava para assistir. Tinha um jeito único de jogar, mas acredito que entre os três o mais completo é o Djokovic. É um cara que joga bem em todos os pisos e no confronto direto contra o Federer e Nadal está ganhando. Vai ser o melhor jogador de todos os tempos e vai ganhar mais Grand Slams”, respondeu Bellucci.

A ascensão da carreira de Thomaz Bellucci

O tenista despontou para o cenário nacional com 11 anos de idade e ganhou projeção internacional quando em 2004 atuou como juvenil em três dos quatro campeonatos do Grand Slam em Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Quatro anos depois houve o seu “divisor de águas”, isto é, “saltou” de 183° para 85° colocado do ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais). Esse avanço foi possível devido aos seus triunfos em competições no nível “challenger” em Santiago, capital do Chile, Florianópolis, Túnis, capital da Tunísia, e Rabat, capital do Marrocos.

“É sempre um marco na carreira do atleta estar entre os 100. Consegui entrar até que rápido. Foi um divisor precoce para mim. Foi um divisor de águas e um ano que consegui me consolidar. Onde você começa a jogar os torneios maiores, vai começar a ganhar um pouco de dinheiro. Eu consegui me manter entre os 100 do mundo até 2019”, opinou.

Essa condição no ranking da ATP permitiu a Thomaz figurar em torneios da ATP e pela primeira vez venceu no ATP 250 de Gstaad, na Suíça, em 2009, que também “faturou” os dois challengers em São Paulo e Rimini, na Itália.

A melhor marca de Thomaz Bellucci no ATP com outro jogo memorável

O ano de 2010 denota mudança na carreira do paulista de Tietê, cuja época foi a sua melhor campanha em torneio do Grand Slam. Na ocasião, saiu nas oitavas de final em Roland Garros após derrota para Rafael Nadal, que sagrou-se campeão dessa edição. Apesar disso, obteve o seu melhor lugar no ranking mundial como 21º do mundo e levou para casa o seu segundo título ATP, em Santiago.

Logo em 2011, Thomas alcançou neste torneio sua melhor vitória da carreira ao vencer o escocês Andy Murray na terceira rodada do torneio Masters de Madri. Bellucci depois superou o tcheco Tomas Berdych e por fim perdeu na semifinal em jogo eletrizante contra Djokovic.

“Foi o melhor jogador que eu acabei ganhando na minha carreira. Murray na época era o quarto do mundo e foi muito legal porque eu me espelhava nele desde pequeno. Ganhei do Berdych também. São vitórias que você leva para o resto da vida”, disse.

Sequência de carreira com participação em Olimpíada

Bellucci manteve-se em ação por muitas vezes contra jogadores do top 10 do ATP. Detalhe que também saiu vitorioso diante do japonês Kei Nishikori, os espanhóis David Ferrer e Fernando Verdasco, e do sérvio Janko Tipsarevic.

Em relação às olimpíadas, Thomaz perdeu logo na estreia para o eslovaco Dominik Hrbaty por 2 sets a 1, com as parciais de 6/2, 4/6 e 2/6 em Pequim no ano de 2008. Deu adeus na sua estreia em Londres por conta da derrota na primeira rodada para o francês Jo-Wilfried Tsonga por 2 sets a 1 e parciais de 7/6, 4/6 e 4/6.

Foi justamente no Brasil a melhor participação de Thomaz Bellucci em olimpíada quando caiu diante do Rafael Nadal nas quartas de final por 2 sets a 1, com as parciais de 2/6, 6/4 e 6/2.

“Há uma particularidade no tênis. Muitos atletas optam por não jogar as olimpíadas porque não tem remuneração. As olimpíadas sempre foram uma prioridade para mim. O brasileiro sempre gosta de torcer independente da modalidade e para mim sempre foi especial representar o Brasil”, comentou.

O tempo difícil

No entanto, a carreira de nenhum atleta é feita de glórias. Dessa forma, Thomaz foi pego no doping em exame feito em meio a sua participação do ATP de Bastad, na Suécia, da temporada de 2017. A sua suspensão começou ainda em 2017, mas a acusação deferiu a argumentação da sua defesa e reduziu a sua punição de dois anos para cinco meses. Decisão que, em seguida, o fez retornar para as quadras no mês de fevereiro de 2018.

“Foi um baque para mim. Sempre fui um cara correto e controlado em tudo que eu tomava. Nesse episódio, eu fazia várias vitaminas, que o meu médico me pedia para fazer. Tem pouca estrutura voltada para atleta no Brasil. Tinha que manipular muitos remédios e as vitaminas que tinha que tomar durante a temporada. Um desses laboratórios, que eu mandava fazer, acabavam me enviando remédios contaminados e com outras substâncias. Foi nisso que eu tive problema, mas acabei provando que eu não tinha responsabilidade nenhuma”, relembrou.

The last dance

Além disso, o seu último capítulo de carreira foi no Rio Open de 2023 quando perdeu para o argentino Sebastián Báez pelo placar de 2 sets a 0, com as parciais de 6/3 e 6/2. Sendo assim, ainda foi homenageado dentro de quadra após esse confronto e saudado pelo público desse duelo.

Futuro

“O tênis sempre fez parte da minha vida. É um estilo de vida. Infelizmente, o tempo de vida de um atleta é curto, com 30 e 35 anos o seu corpo não consegue responder e você acaba tendo muitas lesões. Eu estou com uns projetos para continuar no tênis de prestar assessoria para equipes de alto rendimento. Ansioso para os novos objetivos e caminhos da minha vida”, concluiu Thomaz Bellucci.


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