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Tratamento com oxigênio para lesões: você já ouviu falar?

Procedimento pode acelerar até cinco vezes mais a recuperação de lesões musculares
por Amanda Preto, em 17/07/2017

A maioria dos corredores sabe o que é ter de parar os treinos para se recuperar de lesões. Não é raro isso acontecer durante preparações para provas importantes: mesmo seguindo a planilha direitinho, fazendo trabalhos de fortalecimento e respeitando o descanso, é quase inevitável passar ileso de um machucado. Mas alguns tratamentos podem acelerar a recuperação e ajudar a voltar para as pistas mais rápido do que você imagina. Um deles é a inovadora oxigenoterapia hiperbárica.

 

Foto: iStock

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A oxigenoterapia hiperbárica é uma técnica que promete acelerar em até 5 vezes a recuperação. O procedimento foi aplicado em jogadores da Copa do Mundo em 2014 e foi parte do tratamento da delegação japonesa nos Jogos Olímpicos de 2016. “O tratamento com oxigênio hiperbárico é indicado tanto em casos refratários aos tratamentos convencionais quanto em casos agudos e crônicos e pode ser recomendado para todos os perfis de atletas”, explica Tomaz Brito, médico especialista em Medicina Hiperbárica do Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro.

Como funciona
A oxigenoterapia é aplicada dentro das câmaras hiperbáricas, capazes de aumentar a pressão para até 3 atm – quando ao nível do mar, a pressão atmosférica é de 1 atm – e fornecer ao atleta uma grande quantidade de oxigênio puro. As sessões duram no máximo duas horas, quando é acelerada a produção de células específicas, responsáveis pela recuperação dos tecidos musculares, assim como também pela maturação óssea. Com o tratamento, é possível reduzir em até ¼ o tempo de “molho”. Lesões como edemas, traumas e inflamações são tratadas rapidamente em apenas algumas sessões.

“O tratamento é individual e a recomendação varia de acordo com a situação do paciente”, afirma Brito. Por isso, para ser submetido ao procedimento, é essencial ouvir a opinião de um especialista. “Existem contraindicações, por isso que é muito importante que o paciente seja avaliado por um profissional especializado na técnica”, reitera. Quanto à acessibilidade, o médico explica que muitos convênios cobrem este tipo de serviço. Para saber mais sobre a terapia e suas outras indicações, acesse o site da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica.