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Gripe e corrida combinam?

Conversamos com alguns especialistas renomados para saber se você pode correr com gripe ou se o melhor é descansar e esperar a danada passar
por Amanda Preto, em 23/07/2016

Texto de Thais Szego

Edição web de Amanda Preto

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Você está no auge do treinamento para aquela prova importante quando é pego pela gripe. Neste caso, o que fazer? Se você está apenas resfriado, não há por que deixar a preguiça tomar conta e ficar em casa. Um estudo da Universidade Ball State (EUA) acompanhou dois grupos de 30 pessoas não fisicamente ativas, todas doentes. Metade delas foi orientada a correr de 30 min a 40 min diariamente, e metade, a não se exercitar. Após uma semana, os pesquisadores observaram que o tempo de recuperação da doença foi semelhante nos dois grupos e que o grupo que se manteve correndo apresentou melhora dos sintomas ao longo dos dias. Ou seja, o exercício moderado não piorou o resfriado. O próprio Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) defende que exercícios são bem-vindos, desde que tenham carga de leve a moderada, nunca intensa. “Com um resfriado, o atleta pode ser liberado para uma atividade de leve a moderada (abaixo de 80% do seu VO2 max). Ele deve pegar leve no começo do treino (cerca de 10 min) e, se não houver piora dos sintomas, pode aumentar a intensidade, se tolerar”, indica Gustavo Magliocca, médico do exercício e do esporte da Clínica Care Club, em São Paulo (SP). Outra boa notícia, vinda de outro estudo capitaneado pelo ACSM, é que a corrida também serve como medida profilática: quem está começando a correr fica menos doente do que antes de ter começado a treinar. A corrida estimula a produção de macrófagos, células do sistema de defesa que “engolem” organismos invasores como vírus e bactérias.

 

Mas e se a gripe bater forte?

A melhor opção é abrir mão do treino, relaxar e descansar. “Pessoas com mal-estar generalizado, fadiga excessiva, dores musculares, temperatura igual ou acima de 38 ºC e/ou frequência cardíaca 10 batimentos por minuto acima do valor basal médio devem evitar qualquer atividade atlética até que o quadro se normalize”, orienta Magliocca. David Nieman, diretor do laboratório de performance humana da Universidade Estadual Appalachian (EUA) e também corredor (ele já disputou 58 maratonas), diz que se pode voltar aos treinos no dia seguinte ao desaparecimento total dos sintomas. “Mas o ideal é esperar entre 1 e 2 semanas para retomar a intensidade e o volume que o corredor estava fazendo antes de ficar doente.”

 

Quer saber como se livrar da gripe? Fique de olho: amanhã (24) daremos algumas dicas para você driblar os sintomas e se recuperar bem.